sexta-feira, 3 de agosto de 2012



















Hoje, quero amar-te.

Hoje, quero amar-te...
Não me importa o amanhã,
nem o ontem que se foi.
O que sinto vive do hoje
que repousa em mim.
Quero tua face na minha face.
E que esses teus olhos de peixe
encontrem os meus.
Que navegues no mar
das minhas entranhas.
Quero esvaziar-me das coisas mortas,
das sombras do ontem
que já não nos pertence mais.
O amanhã é ilusão de quem sonha,
não existe para nós.
Somos feitos do agora.
Hoje, quero amar-te...
Nesse breve momento
em que te faço meu,
e me faço tua.

Lu Pessoa.



















Estranho é não amar você.
É não me perder em teus olhos.
É não lhe ter em mim.
Estranho é não me enroscar em tuas formas.
Não dançar a nossa dança.
Não nos encontrar em nós.
Estranho é amanhecer sem tua presença.
É ter meu corpo aquecido
no calor da tua ausência,
no silêncio de nós dois.

Lu Pessoa

















Eu vejo estrelas,
posso tocá-las.
Eu danço em nuvens,
flutuo entre elas.
E o mundo que há em mim acorda,
vibra em múltiplos movimentos
tão vigorosos e intensos
que reverbera minha alma.
Eu vejo estrelas
e posso tocá-las.
Eu danço em nuvens,
flutuo entre elas.
Em contentamento,
brinco, invento,
finjo, sorrio...
E de repente nem sei mais
se sou mulher ou se criança.

Lu Pessoa.
Meu amigo anda calado.
Não sei se tá injuriado
ou com saudade de alguém.
Meu amigo é um bom sujeito.
Sei que tem algum defeito,
mas me diga quem não tem?
Meu amigo não tenho visto.
Não sei se anda mal comigo
ou se tomou chá de sumiço.
Meu amigo não é rico,
não é pobre, nem é liso.
Na verdade eu nem ligo
em saber o que ele tem.
Meu amigo é bem bonito.
Tem olhos de feitiço,
sorriso de menino.
Mas é na alma que eu vejo
o melhor do que ele tem.
Meu amigo...
Eu afirmo com certeza
se precisar de um ombro amigo
não se faça de rogado
pode se apoiar do meu lado
que meu ombro você já tem.

Lu Pessoa


Nem sempre digo com palavras
aquilo que meu coração quer dizer.
As vezes o verbo me falta,
e fica a boca calada
com gosto de não sei o quê.
Meu corpo inteiro dispara.
Meus olhos a face me salta.
São neles que encontras as palavras
que meu coração quer dizer.

Lu Pessoa

















Loucura é querer e não ter.
É desejar e não saber
o gosto que o desejo tem.
É não incendiar-se ao arder da chama,
na pele de quem se ama.
Loucura é não roubar o beijo
da boca que se oferece.
É não ver estrelas,
no céu quando amanhece.
É não entregar-se ao delírio,
quando a paixão acontece.
Loucura é não confundir-se
entre nós, soma simples de dois,
e desfazer-se depois.
Loucura é não fazer juras de amor.
É não morrer de saudades.
É não sonhar acordado.
É não viver distraído.
É não perder o juízo.
Loucura é não ser louco
quando o assunto é amor.

 Lu Pessoa.














Morre o homem velho,nasce o homem novo.
Feito fênix, morrer e nascer
no vai e vem do tempo,
no contar da horas.
Nasce o homem novo, morre o homem velho.
No tempo brinca o verbo,
entrelaçado feito ciranda.
E no rosto se desenham as linhas
que marcam as horas da vida,
iniciando um novo tempo.
Morre o homem velho, nasce o homem novo.
E no coração, baú de sonhos,
tudo se guarda e tudo se espera.
Amores , saudades, alegrias,partidas...
Vida que pulsa.
Nasce o homem novo,
morre o homem velho
que lentamente se despede,
deixando na alma que não envelhece,
a juventude que carrega.

Lu Pessoa.

Para o amigo, Paulo Emílio Moreira.